sábado, 8 de março de 2008

OGM- Organismos Geneticamente Modificados

Com o avanço da tecnologia, os organismos geneticamente modificados (transgénicos) já são utilizados na alimentação, embora não serem 100% seguros.
Os organismos geneticamente modificados, como o próprio nome indica, apresenta a sua informação genética inicial alterada, através da inserção de um gene específico proveniente de outra espécie no seu património genético.
A transferência de genes entre diferentes espécies começou na medicina. Nos últimos anos essas transferências fazem-se nas plantas para o consumo humano, o que tem feito surgir várias discussões a favor ou contra os OGM. A população ainda não tem a total segurança nos OGM instalando-se um clima de medo na opinião pública.

Agricultura e os transgénicos
O uso dos transgénicos na agricultura passa por alguns procedimentos como a introdução nas plantas de genes de bactérias indutores da produção de substâncias com poderes insecticidas, tornando-as produtoras dessas toxinas. Assim as plantas adquirem uma maior resistência a essas toxinas. Contudo, um estudo revela que pode acontecer o contrário, ou seja, os organismos podem ser atingidos por essas substâncias. Além disso também se introduz genes nas bactérias que induzem resistência a certos herbicidas. "O problema da resistência dos insectos mantém-se e há o perigo de haver transferência de genes entre planta e as ervas daninhas, tornando estas últimas resistentes ao herbicida".

Argumentos a favor e contra
"Um dos argumentos mais nobres usado pelos defensores dos OGM é a necessidade cada vez maior de alimento para uma população em crescimento." Assim este argumento pode ser bem entendido uma vez que em muitas regiões do globo as condições atmosféricas têm prejudicado as colheitas. Além do mais se estes organismo apresentam maior resistência, vai-se obter maior quantidade de alimentos mesmo apesar das condições adversas (falta de água, pragas,...), sendo assim utilizados menos fertilizantes e pesticidas.
Em contrapartida, a resistência dos OGM aos "herbicidas vai generalizar o uso massivo destes ao longo de todo o ciclo de vida da planta, aumentando os impactos negativos no ambiente e nas populações". Além do mais será necessário um grande investimento em tecnologia e factores de produção, beneficiando assim os os maiores agricultores, em detrimento dos mais pobres. Ainda podemos apontar como receio aos OGM: implicações n composição dos solos; interacções entre outras espécies; a persistência das toxinas no solo; o perigo de contaminação dos lençóis freáticos; o risco de desenvolvimento de novas viroses em plantas (pela interacção com os genes modificados) e talvez um aumento no número de reacções alérgicas nos humanos (através dos alimentos).

Decisões governamentais
"No interior da União Europeia as opiniões dividem-se, embora suas posições sejam mais cautelosas do que as dos Estados Unidos de América." De um modo geral, União Europeia acha fundamental a rotulagem dos produtos OGM para que o consumidor saiba o que vai comprar. Em contrapartida, os EUA diz que a rotulagem não ser necessário. Mais precisamente a França e o Reino Unido têm opiniões negativas quanto ao cultivo de OGM pois os consumidores receiam que que estes possam prejudicara saúde assim como o meio ambiente. Alguma preocupação deste género surge na Bélgica e na Holanda.
Então em resposta a essa preocupação, saiu uma legislação para que seja obrigatório o rótulo (de forma pormenorizada) nos alimentos geneticamente modificados.
Para garantir transparência nas transacções de organismos transgénicos, 133 países assinaram (já em 2000) um Protocolo sobre Biosegurança, em que os países podem recuar a importação de transgénicos que possam ser perigosos para a saúde ou para o ambiente.

A situação em Portugal
"Infelizmente pouco se sabe sobre a produção e comercialização de OGM. No nosso país o transgénico mais produzido é milho. Quanto aos mecanismos de controlo são pouco conhecidos ou até inexistentes, por isso os produtos geneticamente alterado continua a circular livremente em Portugal, sem que haja qualquer indicador ao consumidor do que os alimentos contêm.

Síntese de um artigo, "OGM- Organimos Genticamente Modificados", pesquisado no site:
http://www.naturlink.pt/canais/Artigo.asp?iArtigo=4114&iLingua=1

Achei importante fazer esta postagem para saber ainda mais sobre os transgénicos. Achei sobretudo interessante quando vi que as opiniões a nível mundial sobre este assunto estão repartidas, e que sendo os EUA o maior produtor de produtos trnagénicos, não esteja "interessado" em rotular os alimentos. Mas fiquei um pouco "triste" de saber que no nosso país os mecanismos de controlo dos OGM sejam muito pouco conhecidos. Talvez seja por isso que muitas pessoas ainda não sabem o que são organismos geneticamente modificados.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Aula laboratorial do dia 12 de Fevereiro de 2008

Depois das últimas aulas laboratorias serem mais "calmas" (apresentação de trabalhos), hoje voltamos aos trabalhos práticos!
Esse trabalho consistia na extracção de DNA de frutos, nomeadamnete do Kiwi e do morango, com o objectivo de observar e analisar o DNA desses frutos ao microscópio.
Para realizar esta experiência cada grupo de trabalho dividiu-se em dois grupos, para que cada grupo possa realizar a experiência com um dos dois frutos.
A realização desta experiência foi muito interessante e também divertida! Era como se fossemos "verdadeiros cientistas", medir com "precisão" o material necessário à expeiência (sal, detergente, álcool etílico,...) e depois, claro, esperar ansiosamente os resultados. Mas a parte mais engraçada mesmo foi ter de "esmagar" o fruto (não convinha arrebentar o saco)!!!
Posso dizer que gostei muito do nosso resultado. Era muito engraçado ver as camadas a formarem-se, e o DNA a "vir à superfície"!!!
Depois de conseguir uma pequena fracção de DNA do fruto, prossegui-se à sua observação ao microscópio. Esta observação foi quase no final da aula, pelo que não deu muito bem para analisar os resultados. Esperamos concluir para a próxima aula.
Como já fui referindo, esta aula prática foi muito interessante, uma vez que nas aulas teóricas estudamos bastante o material genético.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Síndrome de Jacobs

Esta síndrome só se manifesta nos rapazes e estes apresentam como constituição cromossómica 47, XYY.
Em princípio, a origem do erro que leva a este cariótipo é a não disjunção paterna na segunda divisão da meiose, produzindo espermatozóides YY. Podem ocorrer ainda outras não- disjunções que levam a outras síndromes como a síndrome de Klinefelter.
Os meninos XYY são altos e têm um risco aumentado de problemas do comportamento, comparando com crianças com um número de cromossomas normais. Quanto à fertilidade, não parece haver nenhum risco aumentado de que um homem 47 XYY tenha um filho com cromossomas anormais.
Pode-se dizer que a frequência deste cariótipo em meninos é cerca de 1 em 1000.

Mais características dos portadores
Apresentam altura média de 1,80 m; grande número de acne facial durante a adolescência; distúrbios motores e na fala; taxa de testosterona aumentada, o que pode ser um "justificação" para a inclinação anti- social e aumeto da agressividade; imaturidade no desenvolvimento emocional e menor inteligência verbal, o que pode dificultar o seu relacionamento interpessoal.

Síntese de um artigo retirado do site:
http://www.ufv.br/dbg/UFMG/daniel01.htm

Este é mais um exemplo de uma alteração do material genético. Esta síndroe esta relacionada com os cromossomas sexuais, daí que seja engraçado que algumas mutações que possam ocorrer nestes só se manifestam ou nos rapazes ou nas raparigas. Também achei muito interessante o facto de poder existir uma rapariga com um único cromossoma X, ou seja, sem nenhum cromossoma Y, enquanto o contrário não seja possível, rapazes sem cromossomas X. Isto confere a importância do cromossoma X !!!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

O sono e a genética

"Ser dorminhoco está nos genes! Variações nos genes controladores do nosso relógio biológico" podem influenciar na hora em que preferirmos acordar.
Um estudo publicado no jornal BMC Neuroscience afirma que estes genes "influenciam o processo reparador do sono e podem conduzir à necessidade de dormir durante o tempo em que devríamos estar acordados."
Descobriu-seque estes genes além de controlarem as 24 horas do nosso relógio biológico, influenciam o tempo do nosso sono, sendo fundamentais para o processo reparador do sono.
"Ainda não sabemos concretamente por é que beneficiamos com o sono, nem por que é que nos sentimos cansados quando temos falta de dormir, mas parece provável que o sono ajuda alguma função básica do cérebro, como a restauração de energia das células ou a consolidação da memória. Descobrimos que a expressão dos genes que controlam no cérebro o nosso ritmo circadiano" (período aproximadamente de um dia) "está altamente relacionada com a acumulação de sono em dívida, enquanto descobertas anteriores já tinham ligado esses genes ao metabolismo energético.", afirma Bruce O' Hara, da Universidade de Kentucky, dos EUA. Acrescenta ainda que estas descobertas juntas "apoiam a ideia de que uma função do sono está relacionada com o metabolismo energético".
Noutro estudo realizado com três ratinhos de estripes puras, mas com diferentes marcadores genéticos, foram privados de sono durante um dia e recuperando esse tempo de sono mais tarde. Os investigadores examinaram as alterações provocadas na expressão dos genes do "relógio" biológico. Ou seja, a expressão dos genes aumentava quando os ratinhos estavam acordados e diminuía quando estes dormiam. Pode-se então concluir que estes genes desempenham um papel importante na regulação da necessidade de dormir, sendo o sono uma função global do cérebro.
Ficou demonstrado neste estudo que as variações nos genes "reguladores do nosso relógio biológico" influenciam não só a hora a que preferirmos acordar, como também a vontade de dormir, a duração do sono e o desempenho de um homem ao longo do dia, após ter dormido mais ou menos.


Síntese de um artigo publicado no site:
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=24148&op=all

E cá está mais um exemplo de uma característica do nosso ser que é determinada pelos genes!!!
Sempre gostei de estudar biologia para saber como o nosso corpo funciona e este assunto do património genético "chamou-me" logo à atenção, não só pelas características herdadas dos nossos progenitores mas também pelas mutações que ocorrem, um simples erro genético pode dar origem à nossa diferença.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Gordo ou magro?

Através um estudo realizado por Jonathan Graff, professor na Universidade de Texas Sudoeste, um grupo de investigadores evelaram "que um único gene pode contolar sa as pessoas tendem ou não a ser gordas". Esta descoberta poderá a vir a dar uma solução para combater a obesidade e diabetes.

Este gene chamado "Adipose" (Adp), identificado pela primeira vez à 50 anos, controla a formação de gordura.

"Esta descoberta pode explicar por que é que muita gente luta para perder peso sem o conseguir e sugere ma direcção inteiramente nova para o desenvolvimento de tratamentos médicos que travem as actuais epidemias da diabetes e da obesidade", afirmou o professor Graff.

Neste estudo xaminou-se também como funciona o Adp em moscas da fruta, larvas. ratos modificados geneticamente e células cultivadas, manipulando o gene e concluiu-se que s o gene stá presente nos humanos, este funcona como um "interruptor" que diz ao corp quando acumular ou queimar gorduras. "Se o gene funcionar da mesma forma em humanos, as descobertas poderão conduzir a uma nova arma contra a obesidade."

A experiência em ratos veio a descobrir-se que ratos com actividade do Adp aumentada comeram tanto ou mais do que os ratos normais, mas eram mais magros e tinham células gordas resistentes à diabetes e eram capazes de controlar melhor a insulina e o metabolismo do açúcar no sangue. Por outro lado, animais com a actividade de Adp reduzido eram mais gordos, meos saudáveis e tinham diabetes.

e acordo com Jonathan Graff "este mecanismo genético tem sentido à luz da sobrevivência, porque quanto mais versões do gene se encontravam espalhadas pelos indivíduos de uma determinada população mis hipóteses haveria do pelo menos alguns sobreviveriam em condições diferentes."


Síntese do artigo publicado no site:
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=23113&op=all

O património genético é que esta na base do nosso ser, se algo correr mal "nós é que sofremos as consequências"!! É por isso que tenho editado alguns dos artigos que tenho encontrado nas minhas pesquisas pois além de terem a ver com biologia, informan-nos sobre como somos por dentro e como se manisfestam os processos que ocorrem mal, ou porquê a saúde de umas pessoas é menos saudável do que outras! Parece que tudo está nos genes!!!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

A solidão e a genética

"Pessoas que têm uma vivência de solidão crónica mostram padrões de expressão genética que deferem marcadamente dos apresentados por pessoas que não se sentem sozinhas." Esta afirmação foi apresentada num estudo molecular presente na versão electrónica do jornal Genome Biology. Podemos concluir que os sentimentos de isolamento social estão ligados à actividade do sistema imunitário e resultam num aumento de sinais inflamatórios no corpo.
Em geral a saúde de um indivíduo pode ser afectada pelo ambiente social de uma pessoa. Pessoas mais isoladas poderão vir a sofrer maiores causas de mortalidade, maiores taxas de cancros e de doenças cardíacas. Mas falta descobrir se estas consequências na saúde resultam dos recursos sociais reduzidos dessas pessoas ou se do impacto biológico do isolamento social.
A Escola de Medicina da Universidade da Califórnia (Los Angeles) divulgou um estudo onde mostra que um facto de risco social pode produzir uma alteração na actividade molecular dos genes e levar a um maior risco de doenças.
Nesse estudo foram utilizadas sequências de DNA "para vigiar a actividade de todos os genes humanos conhecidos nos glóbulos brancos de um indivíduo, 6 dos quais estavam no topo de uma escala de solidão e os restantes colocados em níveis inferiores." Os investigadores descobriram que 209 proteínas de genes eram expressas de forma diferente nos 2 grupos, 78 eram exageradamente expressas e 131 eram sub- expressas.
"Parece que nos indivíduos com solidão crónica os genes são remodelados", disse Steve Cole (autor principal do estudo). E que as diferenças verificadas "eram independentes dos outros factores de risco para doenças inflamatórias, como o estado da saúde, peso e uso de medicamentos, dos indivíduos estudados.
Ainda refere que "o que conta, ao nível da expressão do gene, não é quantas pessoas se conhecem, mas de quantas nos sentimos realmente próximas nos tempos livres. Muito dos genes que estavam sub-expressos estavam relacionados com as respostas anti- virais do corpo."



Síntese da notícia publicada no site:
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=23264&op=all

Esta notícia chamou-me logo à atenção pelo facto de a "própria solidão" estar ligada à genética, e contribuir para aumentar os riscos de doenças. Existe muita "coisa" ligada à genética e que nós desconhecemos. É sempre bom sabermos mais!!!



"A importância de uma mosca na vida humana"

Em 2006 realizou-se pela primeira vez em Portugal um encontro de investigadores internacionais no 3º Workshop Internacional "Drosophila Cell Division Cycle" com temas relacionados com a divisão celular na mosca da fruta.
Como sabemos a Drosophila (conhecida como mosca-da-fruta) é um material biológico muito utilizado em investigações pois reúne todas as condições de trabalho em laboratório:
- facilidade de a manter num pequeno espaço;
- tempo de gestação muito curto;
- apresenta o genoma todo sequenciado;
- existe um elevado número de mutante;
- e além disso é mais parecida com o Homem do que pode aparentar.
De acordo com Claudio Sunkel, vice-director do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC), que lidera uma investigação do ciclo celular de maior reconhecimento nacional e internacional: "o desenvolvimento da ciência e da biomedicina necessita de modelos animais para os trabalhos que conduzem à compreensão dos mecanismos de divisão celular".
A divisão celular permite que de uma célula simples dê origem ao organismo complexo do ser humano. Contudo também é através da divisão celular, se não seguir um controlo devidamente coordenado, que surgem erros que estão na base de doenças ou mal- formações como no caso do cancro ou do Síndrome de Down, como também afirma Claudio Sunkel. Mas apesar de tudo para este, investigar a mosca-da-fruta tem um grande contributo para a ciência. "o estudo em células estaminais tem recebido dos trabalhos com Drosophila um enorme contributo".
E assim se têm debatido os possíveis novos horizontes para o tratamento de doenças.

Síntese da notícia publicada no site:
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=3397&op=all


Uma vez que estudamos o património genético, ou seja, a transmissão de características aos descendentes, e uma parte do nosso estudo dedicou-se aos trabalhos de Morgan, experiências na Drosophila melanogaster, achei muito interessante e tentei encontrar algo sobre este assunto, e então encontrei esta notícia, a qual fiz a síntese, que fala um pouco da importância da mosca-da-fruta para experiências que têm a ver com a saúde.